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Dálmatas e Chinese Crested Dog

domingo, 4 de outubro de 2015

DOG SHOW: KENNEL CLUB FLUMINENSE

Ontem no Country Club de Niterói meus dois neguinhos fizeram sua estréia nas pistas e fiquei muito feliz com os resultados.
Minha neguinha maluca (Zafira) mostrou que também sabe ser uma cadela séria e desfilou todo seu charme nas pistas. 



ZAFIRA  - competiu na classe aberta e conseguiu os seguintes resultados
03 CAC, 02 CACPAB, 01 CACIB.
01 x melhor da raça com o juiz de Israel Avi Marshak





 Wasabi - classe filhote - meu bebê conseguiu a nota excelente nas três pistas, ganhou 03 CCF e se consagrou Campeão Filhote
Apesar da pouco idade ele conseguiu ainda ganhar duas vezes como melhor da raça com a juiza brasileira Silvana Bottini e o juiz chileno Eugênio Gonzales.




terça-feira, 29 de setembro de 2015

PROGRAMA MAIS VOCÊ


O dia no canil hoje começou mais cedo que o de costume. As 4h começaram os preparativos para a filmagem. Dar banho, escovar, pentear, hidratar a pele, tudo para que os jovens atores ficarem lindos.

Carlota, Candy e Caleb fizeram sua estréia na telinha em alto estilo junto com vários filhotes de outras raças, todos com idade entre 3 e 4 meses.
A turminha apesar de jovem se comportou muito bem. Candy parecia muito confortável no colo do zootecnista Fernando.
Carlota estava muito a vontade, fez até alguns truques durante as gravações e nos bastidores. O menino Caleb que demorou a se soltar e permaneceu quieto, só observando,  a maior parte do tempo.


Sob o comando da apresentadora Ana Maria Braga, gravamos ao vivo para o programa Mais Você, no Projac, Rede Globo.

Confiram algumas cenas











No final algumas fotos para guardar de lembrança



Quer ver vídeo completo ? Clique AQUI   e confira



Agradeço a equipe Pet Arte e a Flavia Scheleder por mais esta oportunidade e pela confiança. Tivemos a chance de mostrar ao Brasil um pouquinho da nossa criação e desta raça incrivel e pouco conhecida que é o cão de crista chinês em suas duas variedades.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

SURDEZ X GENÉTICA


A surdez congênita é a anomalia genética mais comum em cães e gatos. A surdez congênita (tanto em cães como em outros animais) pode ser adquirida ou hereditária.
É válido lembrar que a denominação congênito(a) é dada a tudo aquilo que se desenvolve durante o processo de desenvolvimento intra-uterino. Entretanto nem tudo tem caráter hereditário ou seja nem todas as anomalias adquiridas antes do nascimento são transmissíveis  aos seus descendentes. Uma anomalia é dita congênita hereditária quando é oriunda da herança genética transmitida pelos pais.
No caso da surdez em cães, como o ouvido nesta espécie só termina seu desenvolvimento cerca de 3 semanas após o nascimento, qualquer filhote com menos de 6 semanas que apresentar surdez, esta será considerada congênita.
Entre as causas de surdez congênita adquirida pode-se citar infecções intra-uterinas, drogas com efeito ototóxico como por exemplo a gentamicina, doenças hepáticas, exposição a substância e fármacos tóxicos antes ou logo após o nascimento.
A surdez congênita hereditária pode ser causada por um defeito genético autossômico dominante ou recessivo, ligado ao sexo, de origem mitocondrial, ou pelo envolvimento de múltiplos pares de genes.
Em geral, é praticamente impossível determinar a causa, a menos que o problema seja observado nos pais ou que seja inerente a raça.

Segue abaixo uma listagem das raças em que a surdez congênita já foi diagnosticada, de acordo com o trabalho de Simeon & Monnerau. Se considerarmos entretanto a listagem publicada por George Strain este número sobe pra 85 raças.


Akita Inu Husky siberiano 
American Starffordshire Terrier Jack Russel Terrier
Beagle  Kuvasz
Bichon Frisé Labrador Retriever
Borzói Maltês
Boston Terrier  Pappillon 
Boxer Pastor Alemão
Buldogue Francês Pastor Australiano
Buldogue inglês Pequeno Cão Lobo
Bull Terrier  Pequeno Lebreiro Italiano
Cão de Crista Chinês Puli
Cavalier King Charles Spaniel Rodhesian Ridgeback 
Chow chow Rottweiler
Cocker Inglês  São Bernado
Dálmata Schnauzer
Daschund arlequim Setter Inglês
Doberman Springer Spaniel
Dogo Argentino  Welsh Corgi Cardigan
Dogue Alemão Whippet
Fox Terrier Yorkshire Terrier


Dentre as raças supracitadas, o dálmata é a raça com maior número de casos de surdez uni ou bilateral. Nos Estados Unidos, 1 a cada 4 filhotes apresenta o problema, na Europa, este número cai para 1 a cada 10 filhotes.

A surdez está normalmente associada com alguns padrões de pigmentação, onde quanto maior a quantidade de branco presente na pelagem, maior a incidência da patologia. Dois pares de genes responsáveis por pigmentação são particularmente associados a surdez em cães:
1) Locus M - gene Merle (ex. Pastor Australiano,  Daschund Arlequim, Pastor de Shetland, etc)
2) Locus S - "piebald gene" (ex. Bull Terrier, Samoieda, Dálmata, Beagle, Cão de Crista Chinês, etc)

A surdez se desenvolve logo após o nascimento, quando o conduto auditivo ainda está fechado, como resultado de uma degeneração de parte do suprimento sanguíneo para a cóclea. Como consequência, as células nervosas da cóclea morrem levando a surdez permanente. A causa desta degeneração vascular  parece estar associada a ausência de pigmentos produzidos por estas células (melanócitos) nos vasos sanguíneos.
É comum se ouvir relatos de que o animal precisa ter a orelha branca para ser surdo, contudo a surdez está relacionada a despigmentação na parte interna do ouvido e cor observada não serve como parâmetro indicativo da doença.

Diferentemente do que ocorre nos seres humanos, não há evidências de genes ligados ao sexo causadoras de surdez congênita.
A associação entre pigmentação e surdez hereditária não é observada apenas em cães. Defeitos similares são descritos em roedores, porcos, cavalos, gatos e humanos. A maioria dos gatos brancos de olhos azuis são surdos. Nos humanos, a síndrome de Waardenburg, é uma condição onde há presença de olhos de cores diferentes (heterocromia) e em geral observa-se uma faixa branca na barba e cabelo.
Nos cães, por existir mais de um gene recessivo relacionado a surdez atuando, nos indivíduos mestiços a identificação da origem genética do problema torna-se mais complexa.


Nos cães de pelagem Merle, a incidência do problema é bastante elevado. O gene M é dominante e o padrão de pelagem do heterozigoto (Mm) é desejável em algumas raças e difere do fenótipo do homozigoto (MM).
Cães de genótipo MM geralmente apresentam pelagem predominantemente branca, olhos azuis e frequentemente são surdos e/ou cegos, podendo inclusive serem estéreis. É aconselhável portanto não se acasalar dois cães Merle para evitar o nascimento de homozigotos dominantes. Neste caso a surdez não é nem dominante e nem recessiva mas está ligada a um gene dominante que afeta a pigmentação e secundariamente acarreta surdez em cães.
Falarei mais sobre a pelagem merle e os problemas associados com mais detalhes em um outro post.



Nos cães do tipo "piebald" (Sp ou Sw), como por exemplo os dálmatas, a transmissão da surdez é mais complexa.
Estes genes afetam a quantidade e a distribuição das áreas brancas no corpo. A surdez nos dálmatas não é autossômica dominante pois cães de audição normal podem gerar filhotes surdos. A questão se mostra ainda mais complexa quando se observa cães surdos gerando filhotes com audição unilateral e em raros casos, bilateral. Se fosse uma doença recessiva este tipo de situação não poderia ocorrer.
Tais achados só podem ser explicados se considerarmos a atuação de mais de um gene, ou seja dois ou mais diferentes pares de genes autossômicos recessivos, ou uma síndrome de penetrância incompleta. Existem vários genes ligados a pigmentação (ou melhor, a despigmentação) que comprovadamente ocasionam surdez em humanos e camundongos e acredita-se que nos cães ocorra de forma semelhante.
Deste modo, novos estudos ainda precisam ser realizados e assim que tiver conhecimento de algo novo sobre o tema estarei postando para que os criadores possam compreender melhor esta questão e tentarmos reduzir cada vez a incidência do problema na raça.
Até o presente, a melhor forma de se prevenir a surdez consiste ainda em não permitir que cães com o problema (mesmo aqueles com surdez parcial) acasalem e tenham filhotes.


domingo, 13 de setembro de 2015

HERPESVÍRUS CANINO


O herpesvírus canino tipo I (CHV-1) é um vírus que atinge apenas cães domésticos e é fatal em neonatos (não existe relatos de outros canídeos que tenham contraído este vírus). O agente foi descrito pela primeira vez em 1964 mas que ainda é pouco conhecido por veterinários e criadores.

A transmissão  pode ocorrer das seguintes formas
- por via transplacentária (ainda no útero da mãe)
- durante a passagem do filhote pelo canal de parto
- pelas secreções oronasais da fêmea
- através de fômites (camas, comedouros, mamadeiras, etc)

A infecção ocasiona lesões sistêmicas, principalmente necrose e hemorragia em cães com menos de 2 semanas de idade. Filhotes mais velhos (com 2 a 5 semanas de vida) são mais resistentes e podem apresentar a forma não letal.
Acredita-se que a fraca capacidade de termorregulação e a incapacidade de esboçar uma resposta febril sejam os fatores primordiais para que a infecção ocorra de forma tão aguda e rapidamente fatal. Apos a infecção ocorre uma vasculite necrosante difusa que facilita a dispersão do vírus para diferentes órgãos como glândulas adrenais, fígado, rins, pulmões e baço resultando em necrose multifocal. O animal desenvolve uma trombocitopenia (queda significativa no número de plaquetas na corrente sanguínea) associada a coagulação intravascular disseminada (CID). A meningoencefalite é comum, porém filhotes com menos de uma semana morrem antes de apresentarem sintomas neurológicos. Os sobreviventes podem apresentar sequelas neurológicas da doença por toda a vida especialmente síndromes vestibulares cerebelares (labirintite). Se houver envolvimento ocular, pode ser observado catarata, ceratite e cegueira.

Os principais sintomas em filhotes são:
- letargia, dificuldade de mamar,
- choros constantes,
- diarréia amarelo-esverdeada,
- rinite,
- dor abdominal
- incoordenação motora.
- hemorragias petequiais são frequentemente observadas e estão associadas a trombocitopenia e vasculite.
A morte ocorre de 24 a 48h após o início dos sintomas.

Em filhotes com mais de 3 semanas, a infecção ocorre de forma leve e por vezes imperceptível a criadores menos experientes. Hepatomegalia, esplenomegalia e linfoadenopatia são comuns.

Em cães adultos o CHV-1 ocasiona, em machos, balanopostite, e em fêmeas, infertilidade, vulvovaginite, aborto e natimortalidade.
Existem alguns relatos da presença do CHV-1 como causador, em adultos e filhotes com mais de 4 semanas,  de quadros respiratórios, associados a casos de rinite, faringite e traqueobronquite

Diagnóstico
O diagnóstico é feito com base nos sinais clínicos, alterações patológicas (observadas na necrópsia) e isolamento do vírus


Como prevenir 
- boa higienização do ambiente onde os filhotes ficam, e antissepsia de roupas, mães e calçados das pessoas que entram no local e manipulam os animais
- mães saudáveis e não imunossuprimidas são capazes de transmitir anticorpos pelo colostro que irão proteger os filhotes nas primeiras semanas de vida
- a vacina (eurican herpesvírus da Merial) já amplamente utilizada na europa ainda não está disponível no Brasil

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

CAMPANHA SKINCHECKER







No dia 02 de agosto nossos pintados Bru, Théo e Nikolas participaram das gravações da campanha "seja um skinchecker" de prevenção do câncer da pele, da LoRoche Posay. Foi um divertido mas também de muito trabalho.


Théo (Theodore of Avalon Land) seu avô Nikolas (Nikolas do Falcate)




Théo e Márcio Garcia durante a gravação



Bru com seu jeitinho meigo conquistou o ator e ganhou cafuné e beijinho no intervalo da filmagem 



Théo no colinho da tia Flávia Scheleder 

Agradeço a Flavia Scheleder da agência Animais Atores por ter confiado nos meus pintados para realização deste trabalho.

Confira o guia ABCDE com Márcio Garcia e os pintados



domingo, 30 de agosto de 2015

FILHOTES DE CÃO DE CRISTA CHINÊS





 Esta simpática pomponzinha é a Candy. Ela tem 3 meses e é filha da Vic com o nosso querido Zhid.
Com uma pelagem cheia e linda, essa menina doce, calma e carinhosa cativa a todos que a conhecem e tenho certeza que levará muita alegria a sua futura família.

 Candy Pompom 

Candy Pompom


Os chineses podem, em uma mesma ninhada apresentar filhotes com e sem pêlos. Os peludos são chamados de powder puff e quando adultos, apresentam um pelo longo, liso e exuberante. Os cães puff não requerem cuidados especiais como os hairless e você pode usar toda sua criatividade para fazer penteados e cortes a seu gosto. No quesito temperamento não existe diferença, ambos são meigos, alegres, carinhosos e apaixonantes. 


Vic (mãe) e Zhid (pai)



Maiores informações e reservas ligue (21) 999229549 




domingo, 23 de agosto de 2015

DOG SHOW - EXPOSIÇÃO BKC

E pra galera que é apaixonada por cachorro, de todas as cores, raças e estilos, segue um pouquinho da exposição que aconteceu ontem no Espaço |Lonier, Rio de Janeiro, organizada pelo Brasil Kennel Club

Minha neguinha Zafira chegou tímida e assustada mas aos pouquinhos foi se soltando e fazendo novas amizades (humanas e caninas- rsrs)


Como não levei  nenhum Avalon Land para competir, aproveitei para curtir um pouco estes 3 pintados lindos e tirar algumas fotos.


Foi um dia alegre e divertido, na companhia de outros vários apaixonados como eu. Um dia para se conhecer pessoas, fazer amigos e aprender cada vez sobre cinofilia.


Olha que coisinhas mais apertáveis que fizeram companhia para Zafira no acampamento - vontade de agarrar todos e encher de beijos


obs: os proprietários dos cães das fotos que quiserem que inclua o nome do animal na legenda das fotos é só entrar em contato.

Parabéns a todos os participantes

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

MICROCHIPS


Algumas pessoas me perguntam  porque eu insisto em microchipar meus cães. Qual a vantagem?
Vou tentar explicar aqui um pouco sobre como funciona e as inúmeras vantagens que este dispositivo oferece.

O que é um microchip ? 
é um minúsculo dispositivo eletrônico que armazena um código numérico. único. Não se trata de um rastreador, este código será como o CPF ou RG do seu animal, deste modo, implantar um microchip é identificar permanentemente seu melhor amigo.


Por que devo microchipar meu animal?
O microchip é a forma mais segura que existe para identificação do seu animal. Além de ser muito mais simples de aplicar que a tatuagem, é indolor e inadulterável! Não existe contra indicações e pode ser aplicado em filhotes e  adultos de qualquer idade.
Uma coleira ou placa de identificação pode ser retirada ou perdida mas o microchip, por ficar sob a pele do animal possibilitará a identificação do dono. Em alguns países este método já é obrigatório para identificação de animais de companhia de diferentes espécies tais como cães, gatos, coelhos, furões e répteis.

Após microchipar seu pet é importante preencher o cadastro com seus dados e os dados do animal. Com o número do microchip é possível saber informações sobre seu proprietário (endereço, telefone, nome completo) e sobre o animal (nome, idade, vacinas, etc). Qualquer pessoa pode acessar os dados pela internet e deste modo localizar seu proprietário caso encontre um animal perdido.

A obrigatoriedade da identificação visa, não somente identificar o animal em caso de fuga como também reduzir o abandono e incentivar a posse responsável. O cadastramento de animais e proprietários é uma medida essencial para o controle populacional além de auxiliar no controle de zoonoses e de preservar o direito dos animais e de seu bem estar.


A identificação eletrônica pode reduzir o tempo de permanência de um animal na rua e com isso as chances deste animal ser mal- tratos e de contrair doenças.

O microchip não possui bateria. Ele é energizado apenas quando recebe um sinal enviado pela leitora. Uma vez que o componente seja aplicado, permanecerá com o animal por toda a vida e fornecerá um número exclusivo toda vez que for escaneado pela leitora.


Como microchipar meu animal? 
Procure um veterinário. O processo é muito simples. O microchip é menor que um grão de arroz e é aplicado como se fosse uma injeção. Não necessita de anestesia e não prejudica em nada o desenvolvimento do seu filhote.



QUEM AMA CUIDA


Mais informações e consultas
Dra Márcia Baptista - Médica Veterinária
ligue (21) 999229549 ou envie uma email para canilavalonland@yahoo.com.br

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

DIROFILARIOSE - VERME DO CORAÇÃO


A  Dirofilariose é uma doença em geral silenciosa que vem se espalhando rápido, especialmente pelo Rio de Janeiro. 
Apesar de letal, se diagnosticada a tempo é uma doença que tem cura. Converse com seu veterinário e saiba qual a melhor forma de se prevenir e de proteger seu animalzinho e sua família 


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

CÃO DE CRISTA CHINÊS - HISTÓRIA DA RAÇA

Adolf Ulrik Wertmüller (1751-1811), Portrait of Henri Bertholet-Campan (1784-1821) as a Child, with the Dog Aline, NTUS. Oil on canvas, NMM ñ UNKR cm. Purchase: Hedda and N. D. Qvist Fund. Nationalmuseum, åã TNPPK 



De acordo com alguns estudos, acredita-se que as raças de cães sem pêlo tenho tido origem em uma cão africano da espécie Canis africanus (já extinta), o que os diferenciaria das demais espécies de cães domésticos cuja origem acredita-se que venha do Canis lupus. Tal teoria se baseia na origem polifilética do Canis familiaris e necessita ainda, a meu ver,  de mais estudos filogenéticos.
(foto: cão pelado africano - espécime taxidermizado do Rosthchild Zoological Museum)





Durante minha pesquisa sobre a origem da raça, encontrei algumas imagens bastante antigas que já retratam a raça. A mais antiga data de 1481 mas o retrato de Bertholet talvez seja a que melhor retrata a raça da forma como a conhecemos hoje, com sua docilidade e afeição por crianças que a transformou numa raça tão querida e admirada como cão de companhia.



African Crested Dog - by  Cecil Aldin de 1895 - impresso na 
"The Illustrated London News" em 1896



Chinese Emperor - propriedade de WK Taumton - ilusttração de R.H. Moore de 1896



Chinese Emperor - propriedade de WK Taumton - ilusttração de R.H. Moore de 1891





Gerard David (1484-1523) - Christ Nailed to the Cross de 1481 



Existem vários relatos da raça sendo transportada em navios chineses para outros países, onde eram usados como rateiros e vendidos pela sua aparêmcia exótica desde o século XIII.
Existe uma história onde cães da raça são citados em inventários de casamento no século 15, na China, onde eram adornados com contas e outros efeitos em suas crinas durante as cerimônias.
Os cães tipo 'cobby", com pernas mais curtas, musculatura e ossatura mais desenvolvida eram os preferidos em alguns esportes e para caça e, caso não fossem hábeis caçadores e não proporcionassem uma boa quantidade de caça para seus donos eram transformados em jantar e utilizados como alimentos. Por outro lado os cães tipo "deer", magrelos e de pernas alongadas, eram vistos em templos, considerados animais sagrados e apreciados pela realeza como animais de companhia.
(acho um grande preconceito contra os baixinhos e fortinhos - rsrs)

Há uma história sobre o desenvolvimento do cão de crista chinês é contada por Elizabeth Kovacs e publicada por Maria Slatter na Inglaterra, no início do século XX., na revista do Clube do Cão de Crista de Chinês da Grã Bretanha.
Elizabeth Kovacs foi morar com seus pais (ambos médicos e missionários) na região entre a China e Mongólia, em 1927, quando tinha apenas 6 anos de idade. Em 1933, seus pais salvaram a vida de uma das esposas do tribal mongol Khan. Ao visitar a residência de Khan ela se deparou com 6 cadelas azuis e duas manchadas de pele nua e cabelos sedoso e lisos na região da cabeça e cauda. Em agradecimento por sua esposa favorita ter sido salva,  Khan a presenteou com uma de suas cadelas. Ao retornar para a missão, a Srta Kovacs foi convidada a aprender mais sobre a raça na escola jesuíta.
Aparentemente, Vasco da Gama, no século XV foi presenteado com com 4 Xoloitzcuintle (pelados mexicanos) quando esteve no México. Em suas viagens, levou os cães consigo, e um padre jesuíta que o acompanhava, acabou por ficar responsável pelos animais e levou-os para um monastério no norte da China e foi lá que Srta Kovacs foi estudar sobre cuidados com cães sem pêlos.
Um Lama, no monastério, tinha um programa de estudo e criação de gatos pelados. Este programa serviu de base para o desenvolvimento da criação de cães também pelados.Cães de várias raças eram utilizados na tentativa de conseguir um cão sem pelo com as características comportamentais e morfológicas desejadas pelos Lama e pelos Khans. Foram portanto utilizados cães das raças Ibiza, Cão dos Faraós, Basenji, e maltês e os Xolo eram sempre introduzidos na terceira geração para se obter a variedade "hairless". Apenas os cães powder puff considerados perfeitos eram utilizados na criação, os demais eram doados para as esposas dos Khans. Todo o programa de acasalamento e melhoramento genético era realizado e documentado apenas dentro do monastério, onde os cães eram mantidos.
Em seus relatos, Elizabeth Kovacs afirma categoricamente que os chineses eram considerados como sagrados na região e nunca utilizados para alimentação. Em seus relatos ela inclui diversas informações sobre a raça e sobre cuidados com pele, pelagem e saúde de cães hairless de um modo geral.

A raça começou a ser vista em exposições de cães em 1885 mas permaneceu sendo rara e só foi reconhecida pela AKC em 1991! O padrão atual da raça foi descrito e publicado pela FCI em 2010.
Infelizmente muito da história da raça se perdeu durante a Revolução Chinesa.e durante as duas grandes guerras mundiais quando muitos documentos e livros foram perdidos e destruídos..

Os chineses começaram a ser expostos nos Estados Unidos por volta de 1880 por Ida Garret e em seguida por Debra Woods em 1920.

Uma das grandes divulgadoras da raça foi a famosa stripper americana Gypsy Rose Lee. Apaixonada pela raça, a stripper era vista com frequência em companhia de um exemplar da raça na década de 50.

   

Em 1965, Ruth Harris foi a primeira a importar cães de crista chines para Inglaterra, da  criação de Debra Woods. e posteriormente adquiriu 3 exemplares da criação de Rose Lee, em 1969. No mesmo ano o clube ingles do Chinese Crested Dog foi fundado e em 1974 foi realizada a primeira exposição especializada da raça.

Um estudo genético sobre a evolução e diversidade genética do cão doméstico, realizado por Vilá, Maldonado e Wayne, publicado em "The Journal of Heredity 1999, descobriu que o DNA do Xoloitzcuintli e do Chinese Crested Dog não estão relacionados e que não há ancestral comum. O resultado de tal estudo nos faz refletir sobre os resultados do trabalho genético realizado no monastério chines descrito por Elizabeth Kovacs. Ao que parece, apesar dos esforços para criação de um nova raça na região da China, os nossos queridos chineses já existiam muito antes e são uma raça original e não uma raça fabricada pelo homem a partir do pelado mexicano como muitos ainda insistem em divulgar e corrobora os estudos que indicam que a raça já era observada durante a dinastia Han (200 a.C. - 220 d.C.)