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Dálmatas e Chinese Crested Dog

domingo, 31 de agosto de 2014

CÃO DE CRISTA CHINÊS - GENÉTICA DE PELAGENS


Chineses são coloridos e apresentam uma grande gama de combinações de cores e pelagens que são determinadas por uma ampla variedade de genes.

Os mamíferos apresentam dois tipos de melanina em sua pelagem: eumelanina e feomelanina. A interrelação destes dois pigmentos é que determinará qual a coloração da pelagem em um cão.

A eumelanina é escura. A cor entretanto pode variar um pouco devido a variações nas proteínas que formam a estrutura do grânulo. A forma base da eumelanina é preta mas esta também pode aparecer marrom (chamados de fígados ou chocolates) ou cinza azulado dependendo da presença de alguns genes que afetam na manifestação da cor (fenótipo).

A feomelanina é vermelha. As cores podem variar do creme claro através de tons de amarelo, castanho, vermelho até o mogno.

Há uma série de genes que irão determinar a extensão e a localização de cada pigmento assim como a forma que irão se expressar.


Locus A (agouti)
É um locus padrão, composto por vários alelos, responsável pela distribuição dos pigmentos. Os genes presentes neste locus irão influenciar as proporções de feomelanina e eumelanina em cada fio e na pelagem como um todo.
Ay - castanho - neste  caso teremos uma variação do creme ao amarelo e ao vermelho, com as pontas mais escuras
Aw- pelagem selvagem (wild) - pelagem amarelada ou avermelhada com as pontas pretas
At - pelagem bicolor (black and tan ou brown and tan). Quando presente junto o gene S teremos uma pelagem tricolor.
a/a - pelagem recessiva - preta

pelagem black/tan - presença do gene At


pelagem preta a/a
(foto: Kennel Lucksorius) 

pelagem tricolor - combinação dos gene S com o gene At 
(foto: Priscila Bussarelo - Skyrim Kennel)




Locus B (black / brown)
O gene B (preto) é dominante, porém a forma como se apresentará irá ser influenciada por outros genes. Animais b/b (homozigotos recessivos) tem coloração fígado e se acasalados entre si nunca irão gerar filhotes pretos. A coloração fígado (marrom) será uma variação da eumelanina.

pelagem fígado - bb
(foto: Luksorius Kennel)



Locus E (extension)
Irá determinar a extensão do pigmento ou seja como ele irá se expressar.
(E) extensão normal - neste caso a extensão total do pigmento será determinada pelos locus A e B.
(e) extensão amarela - também conhecido como e/e vermelho. Restringe o aparecimento do pigmento preto. Isto acontece pois este gene apenas influencia a eumelanina, não impedindo a expressão da feomelanina. Deste modo podemos ter um cão de pelagem creme ou amarelada que contenha o gene B em conjunto com os genes e/e  em seu genótipo e que portanto poderá ter filhotes tanto cremes como pretos.




Locus K (dominant black)
K - cor preta dominante. A expressão do gene B é dominante sobre o gene A. O cão terá pelagem preta ou fígado ou azul.
k -  este alelo permite a expressão de outras cores e padrões (as outras cores não são "escondidas" pela cor escura dominante). Animais homozigotos recessivos (k/k)  podem apresentar uma ampla variedade de pelagens.

cor preta dominante 
presença dos genes B e K




Locus D (dilution)
É um gene "diluidor", ou seja, cães que apresentem este gene serão cinzas ou azuis (se tiverem o gene para preto) ou serão cremes/dourados.
O gene diluidor (d) afeta principalmente a eumelanina gerando cães azuis pela diluição da pelagem preta (Bb ou BB) e cães "isabella" pela diluição da pelagem fígado (bb). A feomelanina é pouco afetada e neste caso observa-se apenas um leve clareamento
O gene d também interfere na coloração de olhos e trufa (nariz).

genes dd interferem na cor de olhos e trufa
(foto: internet)

presença do gene dd em um cão com gene B resulta na pelagem azul
(foto - internet)







Locus G (progressive greying with age
Nos animais que apresentam o gene dominante G a pelagem irá clareando com a idade (antes da senilidade). Este clareamento poderá ocorrer logo após o nascimento ou após um determinado período (semanas ou meses). Em geral este clareamento ocorre até os dois anos de idade porém em alguns casos poderá ocorrer durante toda a vida do animal.
Por ser um gene dominante G indica clareamento (greying) e gg não clareia (not greying).
O locus G, assim como o locus D,  afeta a eumelanina (preto e fígado). Entretanto, ao contrário do locus D, os genes G não afetam a cor do olhos ou do nariz. O gene é progressivo logo o animal nascerá preto ou fígado e ira á clareando aos poucos) e pode ocorrer em toda pelagem ou em partes dela (tons diferentes de cinza podem ocorrer em partes do corpo, e alguns locais podem inclusive permanecerem com a cor original preta ou fígado)

clareamento com a idade (G dominante gene)
Foto: Priscilla Bussarelo (canil Skyrim)







Locus S (Spoting)
Determina a distribuição do branco pelo corpo.
As marcas brancas podem ocorrer em combinação com qualquer cor e irão "cobrir" tanto a eumelanina quanto a feomelanina. Tecnicamente é conhecida como epistasia. Deste modo qualquer cão pode ter marcas brancas, seja ele preto, azul, fígado, tigrado, creme ou até merle.
O gene s impede as células de produzirem pigmento tanto na pele quanto no pêlo
Deste modo teremos
S = ausência de branco
sp sp = "piebold"- em geral produz uma cabeça colorida (com focinho branco ou colorido) e manchas pelo corpo
S sp = são os chamados  pseudo-mantados. Se assemelham aos  "mantados verdadeiros" mas apresentam maior quantidade de branco.
si si = " "irish spoting" - são os cães conhecidos como mantados.

(obs. apesar do padrão da raça indicar que todas as cores podem ocorrer não tenho conhecimento de nenhum exemplar da raça que apresente a pelagem merle -locus M)

pelagem tipo "piebold"
(foto: internet)





Locus T (Ticking)
 O gene T  determina a presença de pintas nas áreas brancas da pelagem. As pintas são ocasionadas pela presença do gene dominante T. Cães homozigotos recessivos (t/t) não apresentarão pintas.

Locus T - presença de pintas

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

MAUS TRATOS CONTRA ANIMAIS


A Lei n. 9.605/1998 determina que a pena para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais é de três meses a um ano e multa.

Veja o artigo 32 dessa lei:
Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º – A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorrer morte do animal.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ATROFIA PROGRESSIVA DE RETINA


A atrofia progressiva de retina (em inglês Progressive Retinal Atrophy = PRA) é uma doença hereditária autossômica recessiva, de caráter degenerativo que acomete ambos os olhos e leva a cegueira. A doença pode ocorrer em qualquer raça mas é observada com maior frequencia em cães das raças Setter, Labrador Retriever, Poodle, Cocker Spaniel, Cão de Crista Chinês, Collie e Pastor de Shetland.
Nos chineses observa-se um tipo específico de degeneração de retina denominada PRCD ("progressive rod cone degeneration").

A doença se manifesta em animais adultos jovens, entre 1 e 5 anos de idade. Por ser uma patologia hereditária, os cães que são positivos e/ou portadores do gene não devem ser reproduzidos. A doença não tem cura, os animais positivos vão gradativamente perdendo a visão até ficarem completamente cegos. Por ser recessiva, alguns animais podem ser portadores do gene mas não manifestarem a doença, ou seja podem transmitir o problema para seus descendentes mas nunca ficarão doentes.

Inicialmente ocorre a perda da visão noturna (nictalopia) seguida de perda gradativa da visão diurna pois há o acometimento primeiramente dos bastonetes e depois dos cones. Há no início uma dificuldade de estabelecer padrões de luz e o cão pode perder-se na própria casa quando as luzes são apagadas.

Para confirmação do diagnóstico,  recomenda-se a realização de uma eletrorretinografia. Embora o ERG seja um procedimento não invasivo, a sedação é indicada para se reduzir interferências elétricas e artefatos de movimento. A luz para estimulação é colocada perto do olho e as respostas são gravadas usando 3 eletrodos. O eletrodo ativo (da gravação) é acoplado a uma lente de contato colocada na córnea. Os outros 2 eletrodos são colocados na pele para reduzir a interferência elétrica.
Para a detecção precoce ou para avaliação de doenças hereditárias dos fotorreceptores, o protocolo envolve um teste amplo dos cones e bastonetes, baseado em suas características fisiológicas diferentes.

É possível também se identificar os animais doentes e os portadores através de exame de DNA (prcd-PRA test).

Apesar de incurável, alguns estudos mostram que é possível reduzir os sintomas e até mesmo reduzir significativamente a progressão desta através de suplementação alimentar específica. Deste modo, o diagnóstico antes mesmo do animal apresentar os primeiros sintomas seria muito útil por permitiria a ação de medidas preventivas.

sábado, 23 de agosto de 2014

LUPUS ERITEMATOSO



O Lupus é uma doença imunomdiada (auto imune) e podemos observar 03 variações da doença:
- lupus eritematoso discóide (LED)
- lupus eritematoso sistêmico (LES)
- lupus eritematoso cutâneo vesicular (LECV)


O Lupus Eritematoso Discóide é uma patologia relativamente comum em cãeS e rara em gatos. É considerada como uma variação benigna do LES. Os principais sintomas são: despigmentação nasal, escamação, lesões ulceradas e crostas. Estas lesões ocorre geralmente na cabeça e podem envolvr lábios, focinho, região periocular (pálpebras, contorno nos olhos) e orelhas.


lesões escamativas na trufa em cão com Lupus Eritematoso Discóide
Fonte: internet 

Despigmentação nasal em cão com LED
fonte: internet



O Lupus Eritematoso Sistêmico é a forma mais grave e agressiva da doença. É uma doença que pode acometer cães, gatos e raramente cavalos. A doença é observada com maior frequencia em cães das raças: beagle, collie, pastor de shetland e poodle.
O LES é um distúrbio multissistêmico  no qual anticorpos contra proteínas específicas de tecidos (hipersensibilidade tipo II) e deposição de imunocomplexos (hipersensibilidade tipo III) acarretam danos em diferentes órgãos. Mecanismos do tipo V (hipersensibilidade tardia) também podem contribuir para o dano tecidual.

Os sintomas mais comumente observados são:
- febre (100%)
- edema na articulação na poliartrite não erosiva (91%)
- manifestações dermatológicas (60%)
- sinais de insuficiência renal (vômitos, poliúria, polidpsia, proteinúria)
- linfoadenomegalia periféria
- lesões de pele

Os sintomas cutâneos são inespecíficos. As lesões, multifocais ou difusas, incluem erosões, úlceras, escamas, alopecia (perda de pêlos), crostas e escoriações. Qualquer parte do corpo pode ser acomeida contudo são mais observadas na face e extremidades (patas, caudas e orelhas).
O diagnóstico é feito através de biopsia de pele e o prognóstico é reservado.


O Lupus Eritematoso Cutâneo Vesicular é uma patologia também conhecida sob a denominação de adermatose ulcerativa vesicular de cães das raças Collie e Pastor de Shetland.
A patogênese exata não é bem conhecida. As lesões primárias são vesiculas e bolhas que surgem, em geral no verão, após a exposição a radiação ultravioleta do sol e são muitas vezes confundidas com dermatose solar (queimaduras de sol). Lesões secundárias incluem ulcerações especialmente nas áreas com poucos pêlos (vrilhas,axilas, barriga, face medial da coxa) e podem progredir para orelhas, boca e coxins. Infecções secundárias por bactérias e/ou fungos ocorrem com frequencia, deixando os animais mais debilitados e predispostos a sepse.


Por serem imunomediadas, recidivas são comuns e o paciente deverá ter acompanhamento veterinário para o resto da vida. Entretanto, se tratados corretamente muitos animais conseguem conviver com a doença por muitos anos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

FELIZ ANIVERSÁRIO RAYRA


Hoje minha Rayrinha está completando 12 anos e não podia deixar de homenageá-la.

São 12 anos de carinho, amizade, companherismo e alegria. Espero ainda poder compartilhar com você muitos momentos, pois não importa se eu estou bem ou mal, você sempre está ali, ao meu lado, me dando seu carinho e me fazendo sorrir.

Desejo a você, minha velhinha linda e muito amada, muita saúde e alegria.